Você escolhe como quer chamar a sua magrela. De diversos modelos e tamanhos, para um simples passeio ou até para quem almeja os Jogos Paraolimpicos, uma série de variáveis devem ser observadas.
Embora pareça fácil, pedalar não é tão simples assim. Aqui vou descrever algumas informações que julgo importantes para quem vai começar a pedalar com as mãos.
A posição do corpo sobre a Handcycle é de extrema importância para uma boa pedalada, mesmo que seja apenas um passeio. A distância e a altura do jogo de coroas* em relação à cintura escapular e aos ombros serão responsáveis pela eficiência do giro e pela incidência de lesões se estiver mal posicionado.
Como em todos os esportes a técnica é indispensável. A eficiência na forma de pedalar utilizando os braços faz toda diferença no resultado e na satisfação do seu desempenho, isso é o que diferencia um bom Handbiker.
Associar e relacionar o gesto mecânico, que é o pedalar com os braços, somado com um melhor aproveitamento de energia é a fórmula para sustentar a performance da frequência das pedaladas, desta forma gastando menos energia com giros mais eficientes. A eficiência mecânica é a relação do trabalho realizado com a energia gasta ou do aproveitamento de energia com o esforço do gesto mecânico. A frequência das pedaladas também recebe o nome de “cadencia”, que é a manutenção do ritmo dos giros do pedivela*, mensurado por Rotações por Minuto (RPM).
No treinamento e na formação de atletas, o ambiente é fundamental para um bom trabalho. Os treinos devem ser realizados em locais que ofereçam segurança para o Handbiker, com um bom asfalto ou piso sem buracos e um circuito que favoreça a distância programada para a sessão de treino.
Na rotina dos treinamentos deve-se usar um Rolotraining* onde a Handcycle se transforma em um equipamento estacionário que facilita o treino de cadencia e o controle dos intervalos de frequência cardíaca previamente escolhida para cada objetivo de treino.
Um cicloergômetro* de braço é uma ótima proposta para treinamento, o atleta irá girar com o corpo posicionado em um formato diferente do habitual da sua Handcycle. O sistema de resistência do equipamento também é diferenciado, nesse equipamento o sistema de sobrecarga que altera as variáveis fisiológicas do treinamento é resistido por uma potência mecânica mensurada em Watts (W), o que oferece exatidão nos treinos.
Na rua, no rolo ou no cicloergômetro*, para os Handbikers treinados, a cadencia está relacionada à fadiga neuromuscular, não tendo relação com a fadiga periférica ou central. Portanto esses atletas costumam girar em uma cadencia alta. Dessa forma aumenta-se a atenção com a estrutura corporal, resistência e potência muscular. Por isso que os atletas também realizam treinamentos fora de sua Handcycle onde trabalham com exercícios resistidos, proprioceptivos e alongamento.
A escolha certa dos acessórios e dos componentes da Handcycle fazem muita
diferença para um bom desempenho. O tamanho do pedivela* a escolha das coroas são exemplos de componentes que podem ajudar o atleta. Sobre os acessórios, o capacete, os óculos e o espelho são imprescindíveis para os treinos na rua ou em uma pista.
Pedalar com a orientação de um profissional é a melhor escolha.
Tiago Gorgatti
CREF. 010190 – G/SP













